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A que ponto chegamos

20.06.2022 • Carol Ruedas
91 comentários

Eu nem ia escrever sobre isso, mas ontem aconteceu uma coisa tão extraordinária que até agora eu não entendi direito. Como grande parte do mundo corporativo, depois de uma pandemia que nos obrigou a ficar de home office por dois anos, a minha empresa também optou pelo sistema híbrido de trabalho. Isso significa que eu sou uma sereia? Não. Isso significa que agora eu só preciso me humilhar no transporte público alguns dias da semana.

Ontem, especialmente, eu me atrasei fazendo um delineado verde, porque teríamos algumas gravações importantes (eu trabalho com audiovisual e queria estar bem diagramada). Acontece que o delineado demorou mais do que eu esperava e quando eu estava chegando no ponto de ônibus aconteceu o maior desespero do usuário de Mercedes-Benz: ele passou antes que eu chegasse.

Eu subindo no busão quando ele para exatamente na minha frente

Naquele momento, eu tinha só duas opções. A primeira e mais sensata seria atravessar a rua com cuidado, andar calmamente até o ponto de ônibus e esperar o próximo. Mas essa é também uma opção arriscada, porque morando em São Paulo você nunca sabe se o próximo vai passar em cinco minutos ou cinco horas. 

A segunda opção era praticamente impossível, mas eu sou conhecida por tomar decisões burras sob pressão e decidi atravessar duas ruas correndo em completo desespero sem ter absolutamente nenhum condicionamento físico, para tentar chegar ao ponto que estava a pelo menos 300 metros de distância, enquanto a última pessoa subia. Usain Bolt, ativar!

Comecei a correr como se a minha vida dependesse disso (e a essa altura dependia porque já tinha gente olhando pra mim e se eu perdesse aquele ônibus além de atrasada, cansada e suada, eu ainda seria humilhada pela plateia). No meio do caminho, percebi que um moço que estava na minha frente também começou a correr muito. E ele corria muito mais rápido do que eu. Pensei: é isso! A minha fé em parar esse ônibus motivou o trabalhador que já tinha se conformado em esperar o próximo, mas decidiu lutar pela própria dignidade também.

Ele alcançou o ônibus bem antes de mim e olhou para trás. Então, eu contei com a união do proletariado que só a pessoa que possui um bilhete único em uso constante conhece. Naquele momento, só eu e aquele moço no mundo todo sabíamos o que a gente passa quase todos os dias. Ele segurou a porta enquanto o motorista tentava fechar e eu corria como se não fosse a grande sedentária que sou. Pude ouvir até o motorista reclamando e tentando arrancar, mas nosso herói anônimo lutou bravamente para não deixar esta soldada para trás.

Cheguei no meu limite. A gola alta do tricô toda amassada, o blazer em situação caótica, o delineado verde começava a dar sinais de desistência. Com o restinho de ar que eu tinha dentro do pulmão gritei um “OBRIGADA!” sincero e esbaforido, passei por ele e subi a escada. Agradeceria melhor o moço quando estivéssemos em segurança dentro do ônibus.

Inserir plot twist aqui

Foi quando o motorista fechou a porta e saiu. O maratonista que salvou o meu dia não subiu. Ele estava na calçada acenando para mim, enquanto o ônibus saía do ponto embalado pelos berros do motora revoltado. Foi só nesse momento que eu percebi que um estranho tinha corrido 300 metros às oito horas da manhã, num dia em que a temperatura não passava de 13ºC, para parar um ônibus que ele SEQUER ia utilizar. Fez isso para ajudar uma desconhecida maluca que acreditou que era uma atleta olímpica e decidiu que não esperaria o próximo ônibus naquele dia. Nem todo herói usa capa!

Isso, com certeza, entrou para a lista de coisas que conseguem tornar o meu dia melhor no transporte público. A primeira é quando tem mil pessoas no ponto, o ônibus para EXATAMENTE na minha frente e eu me sinto a Anitta em Girl From Rio. A segunda é quando passam dois ônibus iguais, eu decido pegar o próximo e ele está completamente vazio. E a terceira é quando um desconhecido corre desesperadamente para parar um ônibus que ele nem ia subir, só pra eu não ter que esperar o próximo.

Agora se a união da classe trabalhadora consegue parar o busão que vai para o Terminal de Pinheiros, pensa o que a gente pode fazer nas eleições. Eu fui o resto do caminho pensando em como eu simplesmente tinha vivido uma situação que ilustrava o manifesto comunista. Só não sei se cheguei a essa conclusão por consciência política ou por falta de oxigenação no cérebro.

Carol Ruedas
Comentários

  1. Carol David  20.06.2022 | 17:44  

    por mim a Carol vira colunista fixa! como eu amo os textos. são sempre muito divertidos ao mesmo tempo que nos fazem pensar. parabénssssss, chará!

    • Júlia Martins  20.06.2022 | 18:27  

      Eu ouvi Ruedas colunista fixa? Eu AMO as coisas que ela escreve, socorro, não aceito o fim!

    • Nathalia Nunes  20.06.2022 | 18:41  

      Me senti extremamente representada nessa história e levemente desesperada com medo do ônibus ir embora pq nada humilha mais do que correr atrás do busão e ele não parar

    • Cronista de milhões!!! Eu amo como a Carol transforma as situações mais comuns e algo lindíssimo como esse texto!!! Manda mais pffff

    • Lia  20.06.2022 | 21:07  

      Sério, esse homem é muito gentil!
      O tanto que a gente corre atrás de ônibus nessa vida…

      • Mirian  20.06.2022 | 23:04  

        Por mais pessoas que ajuda a não perder o ônibus. Quantas vezes que o motorista não esperou, é sempre uma humilhação ficar para trás.

      • Amanda Alves  21.06.2022 | 00:53  

        Carol, que história foda !! Já passei tanto por isso que já perdi as contas, porém a sua história foi muito mais feliz do que das mil e uma vezes que tive que correr atrás do busão ou o desespero de chegar perto da parada e o ônibus estar lotado para chegar na saída, baita desesperoooo

    • Juliana D.  22.06.2022 | 11:25  

      Fabulosa!
      Apoio a ideia de Carol Ruedas colunista fixa! hahahahah (mas também quero que continuem com as colunistas rotativa do Blog é seu, pfvr!) hahaha

  2. Emily  20.06.2022 | 17:44  

    Eu amei! E sim, nas eleições, podemos fazer muito!!!!

  3. Bah Santana  20.06.2022 | 17:47  

    Eu AMEI teu texto! Compartilho tua dor de quase perder o busão e teu sucesso de vencer a maratona hahahaha
    Eu fiz amizade com o motorista do ônibus que eu ia para o colégio de madrugada. Quando eu atrasava ele, simplesmente, parava o ônibus e ficava me esperando (quem ficava puto eram os passageiros). Depois disso nunca mais fiz amizade com o motorista e hoje em dia eu só me humilho correndo mesmo, até aparecer uma heroína ou um herói para salvar.

  4. Júlia  20.06.2022 | 17:47  

    PERFEITO.
    Texto divertido e verdadeiro. As trocadas de olhar no ônibus não existem em nenhum outro lugar.

  5. Carol Hevia  20.06.2022 | 17:49  

    Amaaaando as cronicas da Carol! Me identifiquei demais com o micro cosmos da vida de busão! 😹

  6. Júlia  20.06.2022 | 17:52  

    Será que rola uma coluna fixa da Carol com C aqui nesse blog?

  7. Helô Prado  20.06.2022 | 17:54  

    Hahahaha! Simplesmente amei! Eu andei de busão por uns 20 anos da minha vida todos os dias. Mesmo morando em uma cidade super pequena em comparação a SP, vivi várias aventuras nesses nível aí. kkkk

    • Dani  20.06.2022 | 19:05  

      Primeira vez que leio o blog desde que ele voltou (sim, perdão) e queria dizer que não pretendo parar mais! <3 quentinho no coração

    • Sarah  20.06.2022 | 20:24  

      Ahahhahahaha Amei, Carol! Nunca imaginei que o final fosse fazer tanto sentido! #Lula2022

  8. Aline Câmara  20.06.2022 | 17:56  

    Amei o post. Ri do começo ao fim – principalmente no fim.

  9. Bruna  20.06.2022 | 17:57  

    Sensacional! Que texto 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

    • Mariana Severo  21.06.2022 | 19:10  

      Quem nunca correu atrás do ônibus?

      Amei mais essa crônica da perfeita da Carol! Já triste que esta acabando. Como vamos ficar sem esse respiro de alivio e risadas no começo da semana?
      #ficaruedas

  10. Ju  20.06.2022 | 17:59  

    Eu como grande utilizadora do transporte público senti cada emoção dessa crônica! Adorei, Carol hahaha

    • Anne  20.06.2022 | 18:11  

      ALGUEM DA UM TROFEU PRA ESSE SER HUMANO HAUAHAHAH E carol fixa no blog faz favor

    • Lígia  20.06.2022 | 19:46  

      Acho que melhor que isso só quando o motorista já é seu amigo (depois de tanto pegar o ônibus no mesmo horário) e para fora do ponto de ônibus para você não ter que correr. 10/10

    • Stephanie  20.06.2022 | 21:14  

      Todo usuário do transporte público se sentindo abraçado por esse relato. QUE HOMEM! Nem todo herói usa capa mesmo…

  11. Ana Carolina  20.06.2022 | 18:01  

    É ISSO, minha xará Carol nasceu para escrever sobre o cotidiano. Eu poderia ler ela falando devaneios sobre qualquer coisa!

  12. Beatriz  20.06.2022 | 18:02  

    Nossa eu até me assustei ao ler porque é a narração da minha vida, estou torcendo para a empresa voltar a ser 100% home office Deus nos ajude!!!

  13. Luane  20.06.2022 | 18:08  

    Hahahahahahahahahahah que cara fofo!

    Outubro ta ai ja… será fim do ano junto com o fim desse inferno! Amém!

  14. Talita Moraes  20.06.2022 | 18:21  

    Que perfeito! Eu amei o texto e a reflexão.

  15. Viviane  20.06.2022 | 18:35  

    Por favor Carol, onde lemos mais dos seus textos? junho vai acabar e sua falta será muito sentida!

  16. Thacila Marques  20.06.2022 | 19:04  

    Não mas o TANTO que eu amei essa crônica não tá escrito hahahahahah sério! a vida toda correndo atrás de ônibus o desespero das gatas

  17. Flavia  20.06.2022 | 19:11  

    Que texto!!! Vivi em cada palavra e frase descrita toda a emoçao que eles continham! Me deu uma alegria! ;)

  18. Jéssica  20.06.2022 | 19:12  

    Carol, fica pra sempre?

    • Elaine  20.06.2022 | 20:56  

      Esses textos da Carol são um respiro de humor em dias complicados. Que delícia ler, me indentificar e refletir sobre essas questões (in)comuns. Fica Carol!

  19. Leo  20.06.2022 | 19:13  

    Simplesmente o melhor texto do blog.

  20. Thais  20.06.2022 | 19:22  

    Que texto incrível! Que glória esse salvador da pátria utilizadora do transporte público 👏🏽

  21. Essa crônica tocou num ponto tão profundo…
    Eu nem sou mais refém do híbrido e mesmo assim me senti representada.
    Obrigada, Carol, por aclamar esse herói anônimo que nem é gente, é anjo!

  22. Giovanna Ferrari  20.06.2022 | 19:30  

    Anw me identifiquei em cada linha, texto maravilhoso!!!

  23. Gabriela  20.06.2022 | 19:31  

    HAHAHAHAHAHAHAHA AMEI!!!

  24. Laura  20.06.2022 | 19:34  

    Que texto gostoso! Hahaha saudade de ler coisas divertidas (nada contra vídeos, mas o texto tem seu valor

  25. Bruna  20.06.2022 | 19:52  

    Hahaha, amei.
    No terceiro parágrafo jurava que ia sair um: Mas Morando em São Paulo, vc sabe como é. Hoje a marginal engarrafou e eu fiquei a pé 🎵🎶😅
    *Ótimas reflexões sobre a classe proletariada. A parte da política faz total sentido, porém nesse altura da aventura, acredito que era falta de oxigenação 😅

  26. Mariucha Souza  20.06.2022 | 20:26  

    🤣🤣🤣🤣🤣🤣
    Perfeito!

  27. Marina Castelo  20.06.2022 | 20:31  

    HAUAHAIAJAIIA A GENIALIDADE EM TRANSFORMAR UM EVENTO CORRIQUEIRO NUM TEXTO DESSES!!!!

  28. Fernando Giglio  20.06.2022 | 20:53  

    Adorei Carol! Carry on!!

  29. Luciana Oliveira  20.06.2022 | 21:03  

    Carol, que texto MARA!! E é bem isso, só quem passa esse tipo de perrengue sabe o quanto um ato desses beira o heróico. Coisas assim me dão até um quentinho no peito e uma esperança de quem nem tudo está perdido, viu! Obrigada por compartilhar! Bjs

  30. Ana Paula  20.06.2022 | 21:19  

    Ameei o texto e me identifiquei muito! Uma vez, eu estava chegando ao terminal para desembarcar e fazer conexão, e meu ônibus passou pelo que eu precisava pegar em seguida. Se perdesse esse, seriam no mínimo 40 min. esperando o próximo. Enquanto o busão em que eu estava ultrapassava o outro, fiz uma cara muito triste e encarei o motorista do outro ônibus, que, por um milagre, me viu e entendeu o recado: ficou parado me esperando. Me senti como se tivesse ganhado na loteria ahahha de fato, nem todo herói usa capa :)

  31. Mariana  20.06.2022 | 21:56  

    Maravilhosa! Profética! Votemos com consciência!

  32. Thamires  20.06.2022 | 22:09  

    Texto incrível!! Me identifiquei quando se trata de correr atrás do ônibus, A diferença é alguém parar o ônibus pra mim kkkk capaz de mandar o motorista seguir viagem. 😜

  33. Barbara Vitoria  20.06.2022 | 22:37  

    Só a classe trabalhadora entende o que é a humilhação de correr atrás de um ônibus. E eu simplesmente amei esse texto

  34. Mayara Alana  20.06.2022 | 22:56  

    Demais! adoro os textos dela… senti cada emoção kkkkkkk

  35. Carol Balt  20.06.2022 | 23:02  

    Juro que esse tipo de atitude me dá esperança na humanidade ✨

  36. Nathália  20.06.2022 | 23:22  

    Que texto incrível, quero a Carol fica pfvvvvv

  37. Ce  20.06.2022 | 23:22  

    Amei! Amo exaltar situações “simples” de gigantes significados!🤍

  38. Camila  21.06.2022 | 00:08  

    Me identifiquei com toda a lista que torna o dia do proletariado no transporte público melhor. Na mesmíssima ordem!

  39. Julia Santos  21.06.2022 | 00:27  

    Eu chorei de rir, 00:26h tendo que acordar 5h da manhã. Obrigada Carol, Karol e Maqui <3

  40. Bárbara  21.06.2022 | 02:26  

    Como me identifiquei com a crônica!!
    E sim, estava aflita com o desfecho!!
    Carol, você arrasou!!
    Ansiosa pelo próxima!!

    Um beijo 😘

  41. Marina Raick  21.06.2022 | 08:28  

    Vou confessar algo que me envergonha… Não dedico muito do meu tempo para a leitura :´( Maaas, o que são essas crônicas de Carol Ruedas????? Li uma seguida da outra tipo maratona de série e fiquei tipo “Escreve mais por favooor!!!!”.

  42. Renata  21.06.2022 | 09:07  

    A união do proletariado é linda e genuína hahahah. Amei o texto!

  43. Edla  21.06.2022 | 09:12  

    Eu amo / vivo pela união da classe trabalhadora. Pena que falta reconhecimento de classe dos motoristas as vezes hahaha todo dia entro no onibus ofegante de máscara pós corrida achando que vou morrer/passar mal

  44. Bruna  21.06.2022 | 11:16  

    A Carol é MUITO legal! Esse tom divertido que ela dá para o texto é maravilhoso. Por mim ela também vira colunista fixa! Por favor!!!

    E quando o ônibus tem o horário certo e o motorista te espera? Aqui no Rio tem bem disso, Quando eu pegava o 292, de manhã pra faculdade, ele sempre esperava as pessoas que estavam chegando. para nao deixar ninguem na mão.
    AMO SOLIDARIEDADE !

  45. Renata  21.06.2022 | 12:56  

    Gente por mais pessoas assim,ainda resta humanidade em algumas pessoas. Não sei o pq mais esse texto me aqueceu o coração ❤️

  46. Amei o texto!

  47. Amanda  21.06.2022 | 13:36  

    Me senti 100% representada e digo mais, não é só no Brasil que isso acontece, moro na Alemanha e todos os dias é uma maratona diferente para não perder um bus, um trem 😂

  48. Isabella  21.06.2022 | 13:53  

    Eu não sabia o tanto que precisava do Blog de volta até ler esse texto! 🥹

  49. Thais  21.06.2022 | 14:04  

    Amei o plot twist! Texto maravilhoso,

  50. Lellislu  21.06.2022 | 14:30  

    Que crônica incrível!!!! Eu me senti observando essa corrida ao ônibus e sejamos honestos, quem nunca correr atrás do ônibus?! Nunca vou me esquecer, em 2014, que fiz isso e pior, corri uma ladeira. Deus salve as tontas sob pressão

  51. Edilene  21.06.2022 | 16:10  

    🗣🗣 Amei o seu relato Carol. Me senti representada ❤️

  52. Luana  21.06.2022 | 17:49  

    Hahaha.. Morri com o: “Só não sei se cheguei a essa conclusão por consciência política ou por falta de oxigenação no cérebro”…. Provavelmente os dois Carol, provavelmente os dois. Pois não há mudança sequer nesse mundo que não precise de uma boa parcela de consciência, e uma dose extra de caos.

  53. Mariana Severo  21.06.2022 | 19:10  

    Quem nunca correu atrás do ônibus?

    Amei mais essa crônica da perfeita da Carol! Já triste que esta acabando. Como vamos ficar sem esse respiro de alivio e risadas no começo da semana?
    #ficaruedas

  54. Leticia  21.06.2022 | 21:06  

    CAROL É MINHA NOVA RELIGIÃO! o texto está incrível, me diverti lendo do começo ao fim

  55. Helena Merlo  22.06.2022 | 08:52  

    SOCORROOOO! Que texto maravilhoso! Bela jornada, bela escrita, belo insigth comunista e belo fim! Hoje mesmo mandava um audio em que eu narrava: existem pessoas ruins, q vão fazer coisas ruins de proposito sim, mes tbm existem pessoas boas, como seu desconhecido, que vão escolher ser gentis! ESPERANÇA meu povo. Dias melhores virão.

  56. Juliana  22.06.2022 | 09:40  

    esse texto amenizou um pouco as lembranças de todas as vezes que vi meu ônibus passar direto do outro lado de uma das maiores e mais movimentadas avenidas da minha cidade e tive que esperar mais algumas horas até aparecer o próximo, ou pior, quando o motorista decide que não vem me deixar em casa (mesmo tendo ponto) pq fica depois do final da linha, me sinto vingada!

  57. Ana Carolina  22.06.2022 | 09:41  

    Mds eu li e dei várias risadinhas gostosas porque me identifiquei muito,
    Inclusive já fui a pessoa que pede pro motorista esperar a pessoa que tá correndo, mesmo que eu não vá usar aquele ônibus.
    A melhor parte mesmo é poder ler isso no trabalho porque as empresas hoje não ligam mais de bloquear sites de blogs (até porque quem tem blog hoje em dia?! Hahahahahahah)
    No mais #Lula2022

  58. Natalia  22.06.2022 | 13:15  

    Eu AMEI esse post haha

  59. Sue Ellen  22.06.2022 | 15:18  

    EU AMEI ESSA HISTÓRIA!

  60. Júlia  22.06.2022 | 15:45  

    meu deus eu AMEI muito!
    é tão bom a volta do blog e ler textos gostosinhos :)

  61. Ana  23.06.2022 | 08:49  

    Meu deus, eu arrepiei e ainda saiu uma lagriminha no plot s2

  62. Renata Carvalho  23.06.2022 | 13:01  

    Até o final eu fiquei esperando a coitada se dar mal pq brasileiro veio a esse mundo pra sofrer, tipo ela notar que se esforçou tanto pra pegar um ônibus que só foi perceber mais tarde que não era o dela, hahaha, só faltava essa! Mas que bom que não foi o caso e no final deu tudo certo.
    Um pouco de dignidade!

    Beijos,
    Livro de Memórias

  63. Andrezza  23.06.2022 | 17:09  

    meu deos que texto maravilhoso! proletariado usuário de transporte público é tudo igual mesmo, só muda o CEP kkkk me identifiquei demais

  64. Juliana  24.06.2022 | 12:18  

    Que arte é essa de transformar o dia a dia caótico e cinza de essepê em uma crônica tão maravilhosa e divertida! Vida longa a Carol Ruedas!!!

  65. Sheryda  26.06.2022 | 22:17  

    Cheguei aqui depois da entrevista da Karol Pinheiro no Dia Cast e senti saudade de ler blogs e crônicas como essa. Foi um lindo presente. Parece que nem tudo é video viral na Internet, n é mesmo? Já vou atras de mais cronicas da carol :)

  66. Thayna  27.06.2022 | 16:19  

    Carol!!!! Que texto!!!! Eu amei demais, dei muita risada, salvou um pedaço do meu dia <3

  67. Bruna Furtado  28.06.2022 | 15:01  

    Nunca um post em blog definiu tanto a minha vida de segunda a sexta, inclusive quase perdi o ônibus hoje, a vantagem e que o motorista já me conhece e me ouviu gritar do outro lado da rua.

  68. Maria Carolina  28.06.2022 | 15:25  

    “como eu simplesmente tinha vivido uma situação que ilustrava o manifesto comunista” HAHAHAHA EU AMEI

  69. Marlene  29.06.2022 | 10:37  

    Adorei o texto, conforme eu ia lendo eu sorria imaginando toda a situação. Sim, cavalheirismo existe ainda, pessoas boas também.

  70. MONICA  30.06.2022 | 09:39  

    Muito bom….to no serviço e rindo….isso nunca aconteceu comigo, mas já fui a super-heroína sem capa de alguém assim…